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A crença na mortalidade da alma é lógica?

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 Que a paz do Senhor esteja com todos! Hoje abordarei um tema bastante recorrente nas redes virtuais: a alegação de que a crença na mortalidade da alma (entendida como total inconsciência após a morte ) seria uma posição logicamente superior. A proposta aqui não é realizar uma análise bíblica do assunto, mas examinar essa afirmação à luz do próprio critério frequentemente utilizado por seus defensores contra nós: a coerência . O mortalismo e a Trindade  O primeiro problema que trarei diz respeito à relação entre mortalismo e trinitarianismo . Ora, se a morte é definida como ausência total de consciência e Jesus é Deus, somos levados a uma conclusão curiosa: durante três dias teria existido uma espécie de " Bindade ". Em outras palavras, o Deus único tornar-se-ia divisível e, nesse intervalo, a terceira pessoa teria simplesmente passado à inexistência. Por outro lado, se Cristo é Deus e, enquanto divindade, permaneceu consciente, então  (segundo a própria lógica de nosso...

Textos que aniquilam o aniquilacionismo

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  Que a paz de nosso Senhor esteja com todos! Nesta publicação farei uma análise detalhada de vários textos que claramente anulam uma visão aniquilacionista no texto sagrado. No lugar de mostrar textos que trazem o sentido de sofrimento sem fim para os injustos, farei questão de mostrar aqueles que deixam óbvio o aniquilacionismo ser inconsistente com a mensagem bíblica. Ao contrário do que muitos imaginam, Cristo e os apóstolos também rejeitaram essa visão escatológica.  Mateus 18:6-8 “[6]  Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. [7]  Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo! [8] Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois...

Como explicar as duas genealogias do Senhor Jesus?

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"Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar gerou a Matã;Matã gerou a Jacó.  Jacó gerou a José , marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo (Mateus 1:15–16)  "E o mesmo Jesus começava a ser de cerca de trinta anos, sendo (como se cuidava) filho de José, filho de Eli. Eli, filho de Matate, Matate, filho de Levi…" (Lucas 3:23–24)  A paz do Senhor! Hoje falaremos de um tema que, além de fascinante, costuma gerar muitas dúvidas entre os cristãos: as duas genealogias de Jesus apresentadas nos evangelhos de Mateus e Lucas. À primeira vista, alguns pontos parecem controversos. O primeiro é o fato de José, marido de Maria, aparentemente possuir dois pais (Jacó, segundo Mateus, e Eli, segundo Lucas). O segundo diz respeito à linhagem davídica: enquanto Mateus segue a descendência de Davi por Salomão, Lucas o faz por Natan. Diante dessas diferenças, surge inevitavelmente a pergunta: há contradição ou discrepância entre os evangelistas? A resposta, como você deve es...

Os outros deuses verdadeiros da Bíblia

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Que a paz do SENHOR esteja com todos! Hoje vou tratar de um tema bastante interessante com um certo tom polêmico: os chamados "outros deuses verdadeiros" presentes na Bíblia. A ideia é mostrar que o termo hebraico usado para 'Deus" não se limita ao ÚNICO Deus, o Todo-Poderoso, nem aos ídolos, mas também pode se referir, dependendo do contexto, a anjos e até a pessoas que exercem autoridade. Assim, da mesma forma como "senhor" não é aplicado ao único Senhor, a palavra hebraica para "Deus" também não é aplicada somente ao único Deus. Um exemplo para começarmos está nas falas de Labão a Jacó, conforme registrado em Gênesis 31:29 (ARA):  "Está no poder  ("el") da minha mão fazer-vos mal; mas o Deus de vosso pai me falou ontem à noite...".  Curiosamente, a palavra traduzida como “poder” na ARA, no original hebraico, é El  , o mesmo termo que, em muitos outros textos, é traduzido como "Deus". Isso mostra que El pode se ref...

A maioria dos mortalistas realmente entendem o que leem?

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Que a paz do Senhor esteja com todos! Hoje proponho uma abordagem deliberadamente provocativa, porém realista, acerca de determinadas leituras feitas pelos mortalistas, isto é, aqueles que defendem a morte da alma ou a inconsciência após a morte para sustentar suas convicções religiosas.  Diante da insistência quase constante, e muitas vezes exaltada, com que essas posições são defendidas nas redes sociais, faço questão, neste momento, de analisar criticamente as principais passagens bíblicas às quais recorrem para fundamentar tais crenças.  A suposta composição humana Para começar, nada melhor do que o próprio livro de Gênesis. Segundo esse povo "iluminadíssimo" em sua certeza, ali estaria revelada, de forma inequívoca e definitiva, a composição do homem. O texto-chave, claro, é Gênesis 2:7:  "Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente." A partir daí, o mortalista, agora já satisf...

O [mau] uso Preterista de Mateus 24:29

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"Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória." (Mateus 24:29-30 ARA) A paz do Senhor Jesus a todos! Os preteristas interpretam Mateus 24:29 como uma referência ao juízo de Cristo sobre Jerusalém no ano 70 d.C., associando os sinais cósmicos mencionados, como o escurecimento do sol, da lua e a queda das estrelas, a uma linguagem simbólica frequentemente usada pelos profetas do Antigo Testamento. Para eles, essas descrições representam a queda de sistemas políticos e religiosos, e não eventos literais, indicando que a "vinda" de Cristo ocorreu naquele contexto histórico. Essa abordagem, no entanto, levanta questões sobre a aplicação desses textos e o alcance real das palavras de Jes...

A Trindade simplificada

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Que a paz do Senhor esteja com todos! Hoje abordarei um tema que, para muitos, pode parecer complexo, mas que é, na verdade, uma verdade profundamente enraizada nas Escrituras: a doutrina da Trindade.  A doutrina da Trindade ensina que há um único Deus que subsiste eternamente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Farei uma análise abrangente da Bíblia para demonstrar que o trinitarianismo, longe de ser um arranjo teológico elaborado posteriormente pelos pais da Igreja, é uma realidade genuinamente bíblica, revelada progressivamente ao longo de toda a Palavra de Deus.  O monoteísmo  A primeira coisa que devemos ter em mente é, sem dúvidas, a afirmação bíblica da existência de um único Deus. O Antigo Testamento é enfático quanto a isso. Em Deuteronômio 6:4, lemos: "O Senhor (YHWH) é nosso Deus, o Senhor é UM". Em Isaías 45:5,  Deus declara: "Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus". Textos como Isaías 44:6, Isaías 43:10, Isaía...