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A tradução para INFERNO é válida?

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A paz do Senhor! Hoje abordarei um tema que gera grande desentendimento: a palavra bíblica "inferno". Muitos, ao tentar impor sua opinião sobre as Escrituras, acabam criando alarde sobre aquilo que desconhecem ou ignoram. Refiro-me àqueles que se intitulam especialistas, mas desviam pessoas do Caminho, alegando que essa tradução seria uma corrupção do texto sagrado. A palavra inferno tem origem exclusivamente etimológica no latim infernum (ou infernus), substantivo derivado do adjetivo inferus, que significa "baixo", "inferior", "situado embaixo". Essa raiz latina está ligada à ideia de posição inferior ou localização abaixo, em oposição direta a superus ("alto", "superior"). Do latim vulgar, infernum passou às línguas românicas, chegando ao português como "inferno", mantendo o sentido básico de região inferior ou lugar abaixo, sem que o significado etimológico, por si só, contenha qualquer noção moral, religiosa ou ...

O tormento eterno e os termos bíblicos que denotam destruição

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  A paz do Senhor! Sei que já fiz duas publicações relacionadas, mas hoje farei uma análise mais simples, tratando dos termos bíblicos que significam destruição ou morte no contexto do fim e da doutrina bíblica do tormento eterno. Em vez de procurar significados aleatórios para as palavras, mostrarei que não há nenhum problema em entender que os ímpios morrerão ou serão destruídos e, ao mesmo tempo, crer no castigo sem fim. "Não temais aos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo." (Mateus 10:28) Um primeiro texto é Mateus 10:28. O termo grego "ἀπολέσαι/apólesai", presente na parte B do versículo, é indubitavelmente entendido como matar ou destruir. Em Mateus 2:13 e Mateus 2:16, a mesma palavra é usada no sentido claro de matar, pois Herodes procurava o menino Jesus para tirar-lhe a vida. O mesmo ocorre em Lucas 19:47, onde os principais sacerdotes e escribas buscavam Jesus para matá-...

Morte eterna em Mateus 25:46? Sério?

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"E irão estes para o castigo [morte???] eterno, porém os justos, para a vida eterna." (Mateus 25:46 ARA) A paz do Senhor! Hoje trago mais uma refutação (sim, mais uma!) a uma nova estratégia usada pelos aniquilacionistas para negar o castigo eterno. Antes, sustentavam que o castigo não era realmente eterno, mas apenas limitado a um período de tempo. O problema é que o próprio texto coloca "vida eterna" e "castigo eterno" sob o mesmo adjetivo; não havia como defender uma eternidade literal para a vida e outra figurada ou temporária para o castigo sem incoerência. Diante disso, mudaram a abordagem: agora afirmam que há um contraste, ou melhor, uma antítese, entre vida eterna e morte eterna. A questão é direta: esse novo argumento se sustenta ou é apenas mais um ajuste para contornar a força do texto? É o que examinaremos nesta publicação, em uma versão mais refinada do que já escrevi anteriormente. Antítese??? A primeira tentativa malandra de sustentar a ide...

Cristãos canibais?

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 Que a paz do Senhor esteja com todos!  Hoje trarei um assunto que muitos consideram delicado, mas que precisa ser analisado com seriedade bíblica. Trata-se do fato de que muitos cristãos (como católicos, ortodoxos e até alguns luteranos) acreditam que, no ato da ceia ou da eucaristia, o fiel estaria literalmente comendo a carne e bebendo o sangue de Jesus. Ao longo deste texto, farei uma análise detalhada dessa concepção e demonstrarei por que ela não apenas carece de base bíblica, mas também conduz a implicações extremamente problemáticas. Afinal, levada ao pé da letra, essa ideia resulta em algo próximo ao canibalismo e configura, do ponto de vista bíblico, uma grave distorção doutrinária, beirando a heresia. Para quem adota essa visão, a interpretação literal das passagens bíblicas costuma ser a primeira opção. Assim, quando Jesus declara que quem não comer da sua carne e não beber do seu sangue não tem a vida eterna (João 6:53–54), concluem que ele estaria se referindo ao...

A crença na mortalidade da alma é lógica?

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 Que a paz do Senhor esteja com todos! Hoje abordarei um tema bastante recorrente nas redes virtuais: a alegação de que a crença na mortalidade da alma (entendida como total inconsciência após a morte ) seria uma posição logicamente superior. A proposta aqui não é realizar uma análise bíblica do assunto, mas examinar essa afirmação à luz do próprio critério frequentemente utilizado por seus defensores contra nós: a coerência . O mortalismo e a Trindade  O primeiro problema que trarei diz respeito à relação entre mortalismo e trinitarianismo . Ora, se a morte é definida como ausência total de consciência e Jesus é Deus, somos levados a uma conclusão curiosa: durante três dias teria existido uma espécie de " Bindade ". Em outras palavras, o Deus único tornar-se-ia divisível e, nesse intervalo, a terceira pessoa teria simplesmente passado à inexistência. Por outro lado, se Cristo é Deus e, enquanto divindade, permaneceu consciente, então  (segundo a própria lógica de nosso...

Textos que aniquilam o aniquilacionismo

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  Que a paz de nosso Senhor esteja com todos! Nesta publicação farei uma análise detalhada de vários textos que claramente anulam uma visão aniquilacionista no texto sagrado. No lugar de mostrar textos que trazem o sentido de sofrimento sem fim para os injustos, farei questão de mostrar aqueles que deixam óbvio o aniquilacionismo ser inconsistente com a mensagem bíblica. Ao contrário do que muitos imaginam, Cristo e os apóstolos também rejeitaram essa visão escatológica.  Mateus 18:6-8 “[6]  Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. [7]  Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo! [8] Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois...

Como explicar as duas genealogias do Senhor Jesus?

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"Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar gerou a Matã;Matã gerou a Jacó.  Jacó gerou a José , marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo (Mateus 1:15–16)  "E o mesmo Jesus começava a ser de cerca de trinta anos, sendo (como se cuidava) filho de José, filho de Eli. Eli, filho de Matate, Matate, filho de Levi…" (Lucas 3:23–24)  A paz do Senhor! Hoje falaremos de um tema que, além de fascinante, costuma gerar muitas dúvidas entre os cristãos: as duas genealogias de Jesus apresentadas nos evangelhos de Mateus e Lucas. À primeira vista, alguns pontos parecem controversos. O primeiro é o fato de José, marido de Maria, aparentemente possuir dois pais (Jacó, segundo Mateus, e Eli, segundo Lucas). O segundo diz respeito à linhagem davídica: enquanto Mateus segue a descendência de Davi por Salomão, Lucas o faz por Natan. Diante dessas diferenças, surge inevitavelmente a pergunta: há contradição ou discrepância entre os evangelistas? A resposta, como você deve es...